Sentado na margem do rio da tristeza, choro pela perda de algo que nunca tive e recito o poema encrustado na rocha agonizante com o sangue escorrendo em cima do limo criado pela indiferença da visão errada de que alguém fará aquilo que eu mesmo deveria ter feito, mas de nada adianta reclamar ou gritar aos ventos uivantes de minha face caricata pois gela-me o feto que gero em meu ventre torturado pela vida.
Encontro o velho sábio que me trouxe a esta guerra e descubro que de sábio somente a minha parte bastava, tento clamar ajuda mas meus lábios não respondem e minha vista escurece de saber que a ignorância reina na costa deste território ermo e vazio.
Abraços cálidos da neve.
Falkon, O Gangrel
Língüa ferida pela marca quente do ódio que corre na veia do Mestre e Aprendiz quando aplacados pela dor da tortura interna das enfermidades pustulentas que exanguem nas vestes anteriormente brancas. Trabalho dobrado na mente torpe encrustada de maldizeres e incompreensíveis formas do Mal.
Arrepia-me o ventre que nutre a vida já ferida pelo fogo incansável da lâmina amaldiçoada e o rancor lambe o coração lânguido como a Lâmia nas indefesas crianças e apodrece nos braços de Belzebu. Mas nada importa com a falta que sinto da vida que me foi tirada antes de compreender os fatos que levaram à miha caçada em tempos remotos que não mais foram esquecidos mas trouxeram valorosos inimigos.
A corrida continua na Floresta dos Horrores e somente com o gélido sangue dos biltres torna-se suportável o subjugar dos males cometidos que acorrilham a cada esquina onde as afiadas lâminas aguardam para desembainhar e decepar tudo que atravessar seu caminho.
Empederneço nessa malévola aura para que não mais seja atingido pelas setas dos vigias noturnos que auscultam no meio das trevas na mixórdia de sensações.
Que os ventos polares tragam suas frias mãos para amplexar-nos
Mais um longo caminho está aberto nessa mata fechada com trapos e farrapos espalhados no chão de vidro estilhaçado em que minha alma esperneia e atravessa como uma faca em carne podre.
Saltos involuntários de músculos arqueados e súbitos espasmos são reflexos torpes da convulsão intermitente do mundo em minha volta para que tudo seja queimado em formas de aço derretido. Não obstante, observo as figuras patéticas formadas pela minha própria sombra na parede infecta que me rodeia e tem o odor da morte que carrega tanto aqueles que a desejam como os que temem por suas ìnfimas vidas e nunca terão certeza daquilo que receberam pois não param para agradecer àquela migalha interna que dizer ser alimento.
Vago pelo mundo todo procurando por lençóis que possam me abrigar dessa mata degenerada com troncos curvados parecendo querer consumir minhas mais tenras lembranças infantis e que assombram lares trazendo os pavores intrínsecos em seus rangires. Mas não incomodo meu próximo para não trazê-lo a esse abismo de inexorável dor onde a possibilidade de fracasso é tão certa quanto a falta de coragem para seguir em frente, mas não impeço que outros entrem por esses labirintos sombrios e turvos onde o látego será insuportável, mas é necessário.
No momento permaneço por aqui para observar as doces almas que correm soltas e aproveitam o seu refúgio com oaprendi a usufruir do meu.
Que os gélidos ventos polares possam aquecer minha frieza e o magma terreno esfriar minhas feridas.
Falkon, O Gangrel
Como vão senhoras e senhores???
Tenho o imenso prazer de informar que existe mais um ser sombrio q apresentará o mundo como uma realidade triste, nua e crua, talvez com algum "humor-negro" mas ainda assim melancólico.
Por apresentação já tenho algo a ser postado:
Tudo o q eu queria era ser aceito, ou simplesmente ouvido, ou menos ainda, queria ser visto de longe por qq um que quisesse verdadeiramente apresentar uma chama, mesmo que morna, para aquecer akilo que de mais frio tornar-se-á gelo puro. Uma forma de chegar ao ZERO ABSOLUTO que na melhor das hipóteses fará seu papel banindo-me deste terreno e talvez não mais haja sofrimento.
Peço q me digam se amam ou odeiam aquele que um dia passou e talvez naum mais volte, pois o desprezo sempre nos faz afastar cada vez mais.
Por enquanto, deixo apenas um pedaço de coração que será visto, mas talvez amanhã seja somente o sangue fétido e pútrido que, jah coagulado, não apresenta mais vida e representa a total desesperança dakilo q um dia jah foi carne.
Abraços do vento gélido do inverno e beijos da lava do vulcão.
Falkon, O Gangrel está de volta ressurgido do Inferno e sedento pela sua alma.
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