Passam as noites, a fúria da guerra interna suga as forças restantes de meu ser incólume, e taz consigo o desespero do animal aprisionado pela indiferença e descaso. Tento não admitir que estou finalmente perdendo a guerra, luto contra meus próprios instintos de auto-destruição e consigo aliviar-me por um breve momento, tranferindo a responsabilidade a minha próxima vítima que deve perecer para meu sustento.
Deleito-me na desgraça alheia traduzida pelos lamúrios e gemidos das almas que me perseguem, tornando-me mais uma vez o selvagem caçador que outrora eu mesmo desprezara, mas sei que não posso viver sem ele e muito menos ele sem mim.
Entôo cantigas nefastas aos seres noturnos para que sejam impiedosos comigo e rezo para não terem sucesso em suas investidas, a contradição consome minha própria vontade e apodrece aos poucos a necessidade de permanecer lúcido, tornando parca minha sanidade e cada vez mais torpe minhas atitudes.
Tornando a Terra minha própria área de caça vou atrás de mais uma "inocente" vítima da sociedade para fazê-lo pagar por seus erros e alimentar ainda mais esta carcaça corrompida pelo desejo de sugar totalmente a vontade que precisa de sangue fresco para dormir.
Saudações Noturnas,
Falkon, O Gangrel
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