Rumores e Ruínas entre Sóis - UOL Blog
Agonizante maresia do coração negro

Mais uma vez acordo de um profundo sono que me confortava, mas temo pelo que possa acontecer. Cometi muitos erros que talvez não devessem sequer existir, mas os pecados jamais serão apagados embora possam ser perdoados e por mais terrível que seja, não poderia viver sem tê-los. Levanto sobre as carcaças já putrefadas daqueles que se opuseram a mim e, embora sinta o remorso de tê-los privado de pior castigo, deleito-me com a visão.

Meus "amigos" ainda andam comigo, mas seria sensato confiar neles? Afinal eles podem tornar-se como eu ou pior, e seria perdoável trazê-los a esta agonia que me queima os ossos? Não pretendo lamuriar mais tarde por pessoas que poderiam ter suas vidas intocadas pela maldição que me cerca e nem pelos antigos pecados originados no coração deste ser das Trevas.

Recolho minhas frugais memórias de juventude a níveis insignificantes para acalmar a Fera que me habita, tenho certeza que ela dominou muito de meu moribundo corpo e minha deturpada mente, mas isso já não me incomoda, apenas o fato de saborear com gosto lascívo o sangue alheio torna-me mais poderoso que qualquer mortal.

Sucumbo mais uma vez ao desejo da Besta para alimentar-me com o sangue de outras vítimas, e pela primeira vez sinto o prazer da caçada como se fosse apenas um jogo entre predador e presa. E gosto disso, pela primeira vez não me importo com quem será minha caça, o importante é que me faça sentir o prazer da caçada.

Parto em direção ao vento para que minha caçada seja o mais longe possível de mim mesmo e rezo para não lembrar sequer o caminho de volta.

Ósculos cálidos,

Falkon, O Gangrel




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