Caminhando pelas trevas do meu próprio orgulho, detenho-me na deturpada visão do meu decrépito ser. Encantado com sua própria monstruosidade e incapaz de lutar contra os torpes sentimentos que afloram de meu coração enegrecido pela luxúria da caça e pela putrefação em volta que penetra fundo em minh'alma.
Detenho meus pensamentos nas lápides de meus inimigos que jazem em minha memória e de todas as presas que um dia cruzaram meu caminho. Lembro-me, saudoso dessa época, das companhias que tinha e que quiseram levar-me à Morte Final. Sorrio à toa, para mim mesmo, convencido que nada mais poderá ser como era. Não mais terei a companhia de meus inimigos que tramavam contra mim em minha própria casa.
Não tenho mais o prazer de tramar contra eles enquanto minha própria mortes estava sendo detalhada em suas mentes doentias. Foi fácil seduzir seus sentimentos infantis de vingança e ódio contra minha pessoa e ao mesmo tempo encantador quadno descobriram pasmados que eu já havia previsto seus movimentos. Suas feições apavoradas antes de serem carbonizados chega a ser uma lembrança deveras agradável.
Mesmo através destes pensamentos ternos, afáveis e ao mesmo tempo débeis e fracos, tenho senso de justiça e acredito que alguém terá pena de mim e terminará essa minha longa jornada como Ser das Trevas não-vivo e predador. E percebo a cada momento que a fuga de si mesmo é uma fuga sem saída, sem esconderijo seguro e sem companhia que me possa proteger.
Detenho meus próprios instintos auto-destrutivos por um momento, o suficiente para lembrar-me da fome, parto em direção à minha próxima caçada, sem o ressentimento de encontrar novos bons inimigos que me façam sentir vivo novamente.
Gélidos amplexos,
Falkon, O Gangrel
![]()
|
||||