Rumores e Ruínas entre Sóis - UOL Blog
Espelhos da carnificina.

Carregando para dentro de mim a loucura insensível da morte, pereço aos poucos na angústia do sangue derramado. E criando à minha volta um único momento de lucidez, um odor característico, o perfume da última pessoa que amei com a força de uma alma imortal, mas que me foi tirada pela traição de mim mesmo. Imperdoável. A confa que se tornam meus sentimentos depertam-se para a mais cruel realidade: Estou abandonado à própria sorte por motivos egoístas e decisões mal orientadas pelas deturpadas sensações que me revelam.

Arraigado em minha alma encontra-se a àscua do ódio crescente pela "humanidade" que se diz sempre tão benevolente, e lembro-me das palavras ditas pelos puros que a pior maldade é deixar de praticar o bem. Por mais deturpada que seja minha visão e meus sentimentos tenho certeza que essas palavras são parte de mim, mesmo que estejam em um lugar que não vejo muitas vezes.

E na tentativa fracassada de um habilhamento de minhas hediondas ações, uivo aos ventos para que levem meus pecados para longe de mim, tornando-me mais senhor de mim mesmo. Infelizmente tenho a sensação que sucumbo à Fera Interior que devora minha razão e me traz a fome novamente pelo cheiro do sangue fresco não muito longe.

Uso de meus dons para seguir minha nova vítima que ainda está alheia a minha presença, e permanecerá alheia até que eu resolva mostram-me com toda a fúria. Pobre mortal, não imagina que destino mais cruel foi reservado a ti, somente por estar no lugar errado e na hora errada.

Fecho meus olhos para que não vejam a corrupção do ato que cometo, e me sacio com o sangue de mais uma vítima. Sinto o mesmo cheiro de perfume e encontro um embrulho com um endereço, verifico o local, dirijo-me à residência do cartão e deixo no peitoral da janela o pacote com o presente para que existam lembranças.

Serei humano ainda por importar-me com tais futilidades, ou isso é apenas mais um dos caprichos de minha mente para que eu mantenha determinado controle sobre a maléfica mão que tenta envolver-me mais?

Retorno mais uma vez à segurança de meu refúgio e prostro-me diante do pequeno altar feito em barro para tentar ser mais uma vez perdoado pelos atos irremissíveis, e mais uma vez não ouço resposta, mas não perderei a fé.

Falkon, O Gangrel




[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, INDAIATUBA, ITAICI, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Informática e Internet, Games e brinquedos, RPG
MSN - falkon_gangrel@hotmail.com