Saudações aos mortais que me alimentam,
Aceno às almas deveras exaustas pelo caminhar pelas trevas imensuráveis, tropeço nas lamúrias angustiantes dos gritos lascinantes que me evisceram. Corro pelo desespero altruísta, desvio de minha própria alma partida e atropelo meu amor incansável pelo simples prazer de vê-lo sofrer.
Definhando na encosta amarga, reina a toda poderosa Fome que consome seus próprios filhos pela sua necessidade insaciável, e traz consigo a compulsão por mais sangue e carne. É provável que me culpem pelos erros matreiros cometidos, mas poucos sabem das verdadeiras razões que levaram ao fundo do abismo.
Trago a espada da justiça em minha cinta, mas não a uso por medo de que ela volte-se contra mim e realmente possa me dar a tão sonhada Morte Final. Mas por que tenho tanto medo daquilo que mais desejo? Talvez nunca encontre a solução para isso, então vago mais um pouco pelo Vale das Sombras a procura da resposta.
Minha peregrinação continuará enquanto houver um único sopro de vida em mim.
Cálidos ósculos em suas jugulares.
Falkon, O Gangrel
Ignóbil ser que se contorce pela dor que suplanta a angústia venenosa do ser demente que o cerca. Penhascos errantes que trazem as maledicências profanas ao meu íntimo momento de prazer desgarrado e vil, deliciando-me com a carne apodrecida.
Deveras sorte que me acompanha neste ritmo alucinante de almas partidas e solitárias que vagam no campo florido da Dama Negra e sempre de mãos dadas com o Ceifador Sinistro. Corro em direção ao ódio que me cerca e encontro no final da estrada o abismo que espera com sua garganta aberta esperando pelo próximo inocente que será devorado por seus infortúnios.
Liberto-me dessa prisão arrancando as garras que me acolheram apenas com um simples gesto de súplica, implorando pela dádiva do sangue novo que escorre pela encosta íngreme do Vale da Morte.
Gélidos sopros de morte.
Falkon, O Gangrel
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